Saúde confirma caso de sarampo no Rio de Janeiro; é o 2º registro no Brasil em 2026
01/04/2026
(Foto: Reprodução) Brasil acende sinal de alerta contra o sarampo
A Secretaria Estadual de Saúde do RJ (SES-RJ) informou nesta quarta-feira (1º) ter confirmado um caso de sarampo no Município do Rio de Janeiro.
Segundo a pasta, a paciente é uma mulher de 22 anos, sem registro de vacinação, que trabalha em um hotel na cidade. O nome dela não foi divulgado.
“Após a notificação, foram adotadas medidas imediatas de investigação, vacinação de bloqueio na residência, no local de trabalho e no serviço de saúde, além de ter sido iniciada a varredura na área próxima à sua casa para identificação de possíveis outros casos e vacinação”, declarou a SES.
“O Ministério da Saúde está acompanhando a investigação de forma articulada com as secretarias municipal e estadual de saúde”, emendou.
O que é o sarampo e quais são os sintomas?
O sarampo é uma doença altamente contagiosa causada por um vírus transmitido por vias aéreas, que já foi muito prevalente na infância de todas as crianças brasileiras. Ele pode deixar sequelas por toda a vida ou levar à morte.
Sintomas comuns e característicos da doença são manchas brancas na parte interna da bochecha e pintas vermelhas na pele. Elas aparecem primeiro no rosto e vão em direção aos pés.
Outros sintomas comuns são tosse persistente, irritação nos olhos e corrimento no nariz. A doença também pode causar febre, infecção nos ouvidos, pneumonia, diarreia, conjuntivite, perda e apetite e convulsões.
O vírus também pode atingir as vias respiratórias e até causar infecções no encéfalo.
Surto de sarampo na Bolívia preocupa o Brasil. Manchas no corpo estão entre os sintomas da doença.
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1º caso em SP
Este é o 2º caso registrado no Brasil em 2026. O 1º foi em São Paulo, informado dia 11: uma criança de 6 meses, moradora da Zona Norte da capital, com histórico de viagem a La Paz, na Bolívia, país com surto ativo da doença.
Como resposta, foi realizado bloqueio vacinal na região, com mais de 600 doses aplicadas entre janeiro e fevereiro.
A SES afirmou que os casos “não alteram o status do Brasil, que segue livre da circulação endêmica do sarampo”.
“O país mantém esse cenário mesmo após a perda da certificação regional das Américas, em razão de surtos em países como Estados Unidos, Canadá e México.”
“Em 2025, o Ministério da Saúde interrompeu a transmissão de todos os 38 casos importados no país com resposta rápida baseada em vigilância, vacinação e bloqueio, estratégia reconhecida pela Organização Pan-Americana da Saúde”, explicou.
Surto na Bolívia
Desde o ano passado, a Bolívia enfrenta um surto da doença que preocupa, inclusive, as autoridades brasileiras na fronteira com Mato Grosso do Sul.
Em 2025, o Brasil registrou ao menos 22 casos importados da Bolívia até agosto, a maioria deles no Tocantins, onde vive uma colônia grande de estrangeiros daquele país.
O Brasil recebeu certificado de país livre da doença em novembro do ano passado. O certificado tinha sido perdido pelo país em 2019, durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em virtude do dos movimentos antivacina que têm levado a surtos da doença pelo mundo, estimulados por movimentos de extrema-direita.
Com surto de sarampo na Bolívia, Mato Grosso do Sul antecipou aplicação da “dose zero” em bebês.
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Doença altamente transmissível
A vigilância epidemiológica alerta que todo caso suspeito de sarampo deve ser notificado e investigado imediatamente, devido à alta capacidade de transmissão do vírus e ao risco de disseminação da doença, especialmente em pessoas não imunizadas.
A vacinação é a principal forma de prevenção. A tríplice viral é considerada segura e eficaz e protege contra o sarampo, a rubéola e a caxumba.
Quem deve se vacinar?
Crianças de 6 a 11 meses: Dose Zero (D0), indicada em situações de maior risco de exposição ao vírus. Essa dose não substitui as do calendário de rotina;
Crianças a partir de 12 meses: 1ª dose aos 12 meses (tríplice viral); 2ª dose aos 15 meses (tetraviral ou tríplice viral + varicela);
Pessoas de 5 a 29 anos: 2 doses da tríplice viral, com intervalo mínimo de 30 dias;
Pessoas de 30 a 59 anos: 1 dose da tríplice viral, caso não haja comprovação de vacinação anterior;
Profissionais das áreas de saúde, turismo, hotelaria, transporte, alimentação e educação: devem manter o esquema vacinal completo, conforme orientação do Ministério da Saúde.
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