Lotado em UPP do Complexo do Alemão: quem é o PM preso com o bicheiro Adilsinho
26/02/2026
(Foto: Reprodução) Imagens de drone levaram à prisão de Adilsinho
O policial militar preso na mansão do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, foi identificado como Diego D’arribada Rebello de Lima. Os dois foram presos na manhã desta quinta-feira (26) em Cabo Frio, na Região dos Lagos. Adilsinho era o bicheiro mais procurado do Rio de Janeiro.
O PM, segundo a polícia, estava atuando como segurança dele. Diego é lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Fazendinha, no Complexo do Alemão.
A Polícia Militar ainda não tinha se posicionado até a última atualização da matéria. O g1 apurou que Diego ingressou na corporação em 2019 e não possui registros disciplinares na PM.
📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça
Lotado em UPP do Complexo do Alemão: quem é o PM preso com o bicheiro Adilsinho
Reprodução/TV Globo
'Trabalho árduo', diz PF
Segundo o superintendente regional da Polícia Federal, Fábio Galvão, foram três tentativas até conseguirem prender o bicheiro, considerado pela polícia como "o mais sanguinário do jogo do bicho".
"É um trabalho árduo, muito difícil. Terceira tentativa de prisão, que é muito dificultado pela proteção, sobretudo de policiais, que goza principalmente a máfia do jogo do bicho. E hoje a gente conseguiu prender o mais sanguinário dos capos do jogo do bicho. Então foi um presente para a sociedade fluminense a prisão, um baque para a máfia do jogo do bicho", destacou Fábio.
Felipe Curi e Fábio Galvão
Reprodução/TV Globo
O superintendente falou também da força conjunta para o sucesso da operação. "A gente já havia estourado três fábricas clandestinas de cigarro, que é um dos meios de dinheiro principal do bicheiro, fora as máquinas caça-níqueis e a exploração do jogo do bicho".
O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, destacou ainda que Adilsinho é investigado por uma série de homicídios.
"Importante ressaltar que esse marginal é responsável por dezenas de homicídios investigados, homicídios de rivais, de pessoas de desafetos, de contraventores, de integrantes da máfia do cigarro e também de alguns policiais", disse Curi.
'Condição análoga à escravidão'
Fábio Galvão destacou também que uma das fábricas de cigarro clandestinas ligadas ao bicheiro mantinha estrangeiros trabalhando em condição análoga à escravidão.
"A gente, em uma delas, constatou a presença de mais de 20 paraguaios que estavam trabalhando em condição análoga à escravidão. Isso sem falar nas outras duas fábricas que a gente deu a batida e apreendeu todos os equipamentos, sobretudo na região da Baixada Fluminense".
O bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, na sede da PF
Reprodução/TV Globo
A prisão foi feita em Cabo Frio, na Região dos Lagos fluminense, pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/RJ) — composta por agentes da Polícia Federal (PF) e da Polícia Civil do RJ, com apoio do Ministério Público Federal (MPF). Um monitoramento por drones confirmou onde o contraventor estava.
Adilsinho faz parte da cúpula do jogo do bicho no Rio e controla áreas da Zona Sul, Centro e Zona Norte da capital. Ele ainda é apontado como o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado.
O PM Diego D’arribada Rebello de Lima, que fazia a segurança de Adilsinho, também foi preso. Ele servia na UPP Fazendinha/Alemão.
Contra o contraventor havia pelo menos 4 mandados de prisão em aberto:
Na Justiça Federal, é apontado como chefe da máfia dos cigarros;
Na Justiça do RJ, responde como mandante da execução de Marco Antônio Figueiredo Martins, o Marquinhos Catiri, rival da contravenção;
Na Justiça do RJ, responde como mandante do assassinato de Fábio Alamar Leite;
Na Justiça do RJ, responde como mandante da morte de Fabrício Alves Martins de Oliveira.
A polícia ainda apura se Adilsinho está envolvido em pelo menos 20 crimes cometidos por um grupo de extermínio — entre homicídios e tentativas de assassinato.
O que diz a defesa de Adilsinho
O advogado de Adilsinho, Ricardo Braga, afirmou que “a prisão ocorreu com toda a tranquilidade, sem qualquer intercorrência. Ele continua confiando na Justiça e vai provar sua inocência nos processos que correm na Justiça”.
Segundo a defesa, Adilsinho estava se exercitando dentro da própria residência por orientação médica no momento da prisão.
No momento todos os nossos apresentadores estão offline, tente novamente mais tarde, obrigado!
Anunciantes
Já conhece o DELIVERY TOTAL? O cardápio e catálogo online descomplicado que vai bombar suas vendas na sua região!
Nethe Modas - Moda feminina e Plus Size de QUALIDADE!
Ótica Atender - Exame de Vista GRÁTIS!
Agência Total - A Agência Total é especialista em fazer sua marca se destacar com estratégia, identidade e conteúdo que gera conexão e vendas. Vem ser Total.