Homem morre dentro de casa no Rio, e cães passam dois dias ao lado de corpo: 'Difícil segurar as lágrimas', diz secretário
29/08/2025
(Foto: Reprodução) Homem morre dentro de casa em comunidade do Rio, e cães passam dois dias ao lado de corpo
Um homem de 55 anos foi encontrado morto dentro de casa na comunidade da Palmeirinha, em Guadalupe, Zona Norte do Rio. Sete cães que ele criava permaneceram ao lado do corpo por dois dias, até serem resgatados na manhã desta sexta-feira (29).
De acordo com as primeiras informações, Jaci Bandeira de Almeida teria sofrido um ataque cardíaco na quarta-feira (27). O corpo já estava em avançado estado de decomposição quando foi localizado, em meio a uma grande quantidade de lixo.
Os animais foram retirados do local por uma equipe do vereador Luiz Ramos Filho, presidente da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais, que foi acionada nesta quinta (28). Segundo o parlamentar, a residência estava tomada por sujeira, característica de um quadro de acumulação compulsiva.
“Encontramos uma situação muito triste. Foi difícil segurar as lágrimas. Resgatamos os sete cães do falecido. Aparentemente, ele tratava bem os animais. Pelo que ouvimos dos moradores, todo o dinheiro que ele arrecadava com os bicos que fazia ele usava para comprar ração e medicamentos para os bichos. Eles vão para a Fazenda Modelo. Eu peço que as pessoas nos ajudem a arrumar um lar para esses bichinhos”, apela Luiz Ramos Filho.
Moradores relatam que a comunidade tem enfrentado, desde o início da semana, uma rotina de confrontos entre policiais e criminosos, o que aumentou a sensação de tensão na região. O secretário afirma que, assim que chegou ao local, entrou em contato com órgãos do governo do Estado, que se recusaram a fazer a remoção do corpo, temendo a violência no local. O atestado de óbito foi feito, então, por funcionários da Clínica da Família local.
Um boletim de ocorrência foi feito na polícia para que o Instituto Médico Legal pudesse remover o corpo do local, o que só foi feito na parte da tarde desta sexta-feira.
“Foi a situação mais triste que já vi. O corpo de um ser humano abandonado no meio do lixo. O rabecão não queria entrar, as pessoas estavam com medo por causa da violência. Só conseguimos a remoção no meio da tarde, dois dias depois do falecimento. Se não tivéssemos ido lá, o corpo estaria abandonado até agora”, disse Luiz Ramos filho.
Homem morre dentro de casa no Rio, e cães passam dois dias ao lado de corpo
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