Denúncias de consumação mínima e preços abusivos marcam alta temporada em Cabo Frio

  • 02/01/2026
(Foto: Reprodução)
Denúncias de preços abusivos nas barracas da Praia do Forte, em Cabo Frio A alta temporada de verão em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, tem sido marcada por denúncias de cobrança de consumação mínima e preços considerados abusivos em quiosques e barracas da Praia do Forte. Apenas durante o réveillon, a prefeitura estima que mais de um milhão de pessoas tenham passado pela cidade, impulsionadas pelo retorno da queima de fogos após dois anos e pelo grande fluxo de turistas brasileiros e estrangeiros. Com a praia lotada e a demanda elevada por serviços na orla, moradores e visitantes relataram situações de constrangimento, principalmente ligadas à exigência de consumo mínimo para uso de mesas, cadeiras e guarda-sóis. 📱 Siga o canal do g1 Região dos Lagos no WhatsApp. Entre os valores citados estão porções simples, como batata frita e pastel, custando R$ 150, além de consumação mínima variando entre R$ 400 e R$ 500. Na rede social X, um internauta criticou os preços de uma das barracas. "Almoço a R$ 470, porção de peixe a R$ 400. Não é turismo, é teste de resistência econômica", escreveu. Outro fez alusão à influenciadora Virgínia, conhecida pela vida de luxo. "Quiosque da Virgínia? Turista vai a Búzios, pede petisco e quase precisa parcelar a merenda", brincou. Ainda nas redes sociais, outra moradora afirmou ter se sentido coagida em um quiosque no último sábado (27). Segundo ela, o grupo tentou pedir itens simples do cardápio, mas os funcionários alegaram indisponibilidade, oferecendo apenas opções entre R$ 300 e R$ 600. Outro caso envolveu turistas de Minas Gerais, que relataram ter pago R$ 450 por um prato de peixe que estava impróprio para consumo. Turistas estrangeiros também relataram ao g1 que aceitaram a cobrança de consumação mínima por desconhecerem a legislação brasileira. Eles afirmaram que só depois souberam que a prática é proibida pelo Código de Defesa do Consumidor e disseram que a experiência gerou frustração, impactando a decisão de retornar ao local. Fiscalização Com o aumento das denúncias, o secretário estadual de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, informou que fiscalizações estão sendo realizadas na Região dos Lagos. “Nosso objetivo é garantir que a lei seja cumprida. A praia é um bem público e ninguém pode ser obrigado a consumir para usar mesas, cadeiras ou guarda-sóis”, disse. O advogado Luciano Regis orienta que consumidores evitem confronto direto e busquem apoio das autoridades. Segundo ele, práticas como imposição de consumação mínima e cobrança abusiva podem gerar responsabilização administrativa e até criminal. A coordenadora do Procon de Cabo Frio, Mônica Boniola, afirmou que houve reunião com o prefeito Dr. Serginho (PL), secretarias municipais e representantes dos barraqueiros para alinhar condutas. Foram entregues exemplares do Código de Defesa do Consumidor e reforçada a necessidade de respeito aos direitos dos clientes. O Procon informou que seguirá com fiscalizações durante todo o verão para coibir práticas abusivas e garantir que o acesso à praia seja livre, sem imposição de cobranças para permanência na faixa de areia. Preços abusivos na praia do Forte em Cabo Frio Ludmila Lopes/g1

FONTE: https://g1.globo.com/rj/regiao-dos-lagos/noticia/2026/01/02/denuncias-de-consumacao-minima-e-precos-abusivos-marcam-alta-temporada-em-cabo-frio.ghtml


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