Anac envia ofício para Portela e Liesa após homem ‘voar’ em drone gigante na comissão de frente da Portela
17/02/2026
(Foto: Reprodução) Comissão de Frente da Portela
A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) enviou um ofício para a Portela e para a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) sobre um homem que "voou" em um drone gigante na comissão de frente da Portela.
Em nota, a Anac afirmou que "é proibido transportar pessoas, animais e artigos perigosos usando drones. O equipamento não foi desenvolvido para essa finalidade e pode causar acidentes, inclusive, fatais."
Além disso, a agência pediu que a escola informe o modelo do equipamento utilizado, número de série, comprovação de registro do equipamento junto à Anac, dados do piloto remoto da aeronave. A Portela tem dez dias para encaminhar as informações.
Procuradas, a Portela e a Liesa não responderam até a publicação desta reportagem.
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Após o desfile, o carnavalesco da escola, André Rodrigues, pediu demissão do cargo.
Entenda a comissão de frente
Durante a apresentação do coletivo, o tripé de apoio se abriu, e um integrante, montado num superdrone iluminado e com uma máscara, decolou e sobrevoou os demais bailarinos.
Na narrativa, era a redenção do Negrinho do Pastoreio, que após uma vida de provações se torna o príncipe herdeiro da coroa de Bará.
“A gente quis trazer o drone para poder fazer o negrinho voar, porque ele se liberta”, contou a coreógrafa Cláudia Mota.
O público aplaudiu bastante a inovação da Águia. Quem estava nas frisas e nos degraus mais próximos à pista também sentiu a potência das hélices do equipamento.
Drone da comissão de frente da Portela
Lucas Soares/TV Globo
O que representa
Dividida em 4 atos, a comissão de frente apresentou o enredo a partir do diálogo entre o orixá Bará e o Negrinho do Pastoreio, personagens que conduzem a narrativa da escola.
Na encenação, Bará, senhor dos caminhos no Batuque gaúcho, pede ao Negrinho que encontre uma história perdida na névoa. O menino retorna com a trajetória de Príncipe Custódio, liderança religiosa que, segundo a tradição afro-gaúcha, organizou o Batuque no Rio Grande do Sul e se tornou símbolo de resistência negra no estado.
A apresentação mostra a chegada de Custódio ao sul do país, sua atuação religiosa e política e o assentamento de Bará no Mercado Público de Porto Alegre, espaço considerado sagrado pelos praticantes. A partir desse ponto, a narrativa destaca a formação das nações do Batuque e a consolidação da religião como expressão de identidade e sobrevivência da população negra gaúcha.
“Energizado pela dança dos orixás e ancorado pelo assentamento de Bará por parte do Príncipe Custódio, o Batuque rompe fronteiras. É nesse momento que o Negrinho do Pastoreio retorna. Encantado, fica para trás o sofrimento e a lembrança da perda dos cavalos”, diz a sinopse.
Detalhe do drone tripulado da Portela
Leo Franco/AgNews
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